imóveis de alto padrão

Muito além do luxo: o mercado de imóveis de alto padrão

Neste momento em que começamos a conjecturar um retorno à normalidade, vemos uma retomada do consumo. Neste cenário, identificamos 3 os comportamentos típicos:

  • Consumo de subsistência: Com os índices de desemprego e renda preocupantes devido à crise econômica, uma grande parcela da população brasileira consome apenas o básico. No entanto, com o programa de auxílio emergencial, o governo colocou mais de 50 bilhões de reais em circulação na economia. O mais importante é que esse investimento foi direto para o bolso de 50 milhões de brasileiros que rapidamente transformam o dinheiro em consumo. Portanto, esse consumo foi percebido rapidamente no comércio de bairro, supermercados, material de construção e eletrodomésticos de primeira linha.

 

  • Consumo de reflexão: Causado pelo pensamento coletivo, sustentável, com valorização do pequeno produtor e comerciantes locais. Naturalmente, as pessoas passaram a cuidar melhor de si mesmas, da família e de quem está mais próximo. O consumidor passou a considerar a responsabilidade social como um fator de desempate entre as marcas preferidas.

 

  • Consumo de celebração: Motivado pela vontade de escapar da realidade, esse comportamento leva ao consumo para agrados pessoais, geralmente pautados em desejo, prazer e vaidade. É esse comportamento que explica as enormes filas nas lojas de luxo, o aumento do consumo de vinhos, na procura por cirurgias estéticas, bolsas, sapatos, jóias, aviação executiva etc. E é exatamente essa atitude, que movimenta também o mercado de alto padrão e alto luxo no mercado imobiliário brasileiro.

 

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O cliente dos imóveis de alto padrão

Ao contrário do brasileiro de renda mais baixa, que busca segurança e conforto para sua família, o desejo do cliente de alta renda vai além da qualidade de vida e sofisticação. O que move os desejos deste perfil de cliente é a auto-satisfação.

O mercado de serviços de luxo, com viagens ao exterior, turismo, restaurantes caros, festas e eventos, entre vários outros, ficou inacessível e restrito. Então, esse público acabou transferindo essa experiência do luxo para dentro de casa. Esse movimento, gerou uma nova onda de demanda para imóveis de alto valor agregado.

Parte desta demanda, impacta no mercado de imóveis para segunda residência, onde o cliente busca refúgio para seus momentos de lazer. Quando o assunto é a compra de um imóvel de segunda residência para o cliente de alto poder aquisitivo, o ponto-chave são as relações socias que surgirão a partir da compra deste imóvel. Por exemplo, clientes que desejam realizar um petit comité preparado por um home-chef em uma chácara no meio da mata ou reunir os amigos para um brunch com DJ para ver o por do sol do deck.

Nos meses iniciais de pandemia, muitas famílias utilizaram suas casas de férias como moradia principal. E mesmo depois da retomada das atividades, a possibilidade de trabalhar e estudar remotamente, levaram as famílias a usar os imóveis de segunda residência com maior frequência, ou seja, não limitados ao uso apenas aos fins de semana e feriados. Esse fato muda completamente a lista de itens essenciais para a escolha de um imóvel de segunda residência.

 

O novo perfil dos imóveis de luxo

Outra parte desta demanda está voltada para imóveis para moradia principal. Esqueça as mansões “elefante branco” dos novos ricos hollywoodianos dos anos 90, hoje o imóvel de luxo tem que ter funcionalidade.  Nesse caso, entram em cena o conforto, tecnologia, design, sofisticação e é claro, exclusividade.  Por exemplo, clientes que sonham em relaxar no final do dia em uma piscina de borda infinita com vista para o mar, uma cobertura com entrada privativa ou espaço para uma adega de vinhos de tirar o fôlego.

As mudanças comportamentais e profissionais decorridas da pandemia, levou muitas famílias a renunciar à tradicional praticidade de morar perto de tudo nos centros urbanos, para reconstruir a vida em lugares mais afastados, com mais áreas ao ar livre e natureza, sem abrir mão do luxo e do conforto. Então, surgem muitas oportunidades para aqueles empreendedores que souberem fazer a leitura do mercado, de forma regional e oferecer rapidamente produtos que atendam à essa demanda.

O mercado imobiliário não tem espaço para amadorismo. Quanto mais informação, maior é sua capacidade em tomar as decisões assertivas e melhor serão seus resultados.  Então, não perca a oportunidade de repensar seu negócio e preparar-se para um novo ciclo de mercado.

 

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